“CONSTRUIMOS MUROS DEMAIS E PONTES DE MENOS” (Issac Newton)
- Cristina Lima

- 17 de abr. de 2020
- 2 min de leitura
A ponte.
Para um historiador: relembrar a história das construções de pontes através dos séculos
Para um pintor: serve de inspiração para que seus pincéis dancem ao sabor das tintas
Para um fotógrafo: escolher o ângulo certo e fazer um clique para ter a melhor foto.
Para um engenheiro: imaginar a distância entre os vãos, pensando na melhor técnica para construção de outra ponte.
Para um apaixonado: O melhor lugar para juras de amor
Para mim, apaixonada por viagens, me sinto como cada um deles.
Como um historiador, relembro que as primeiras pontes surgiram naturalmente, feitas com troncos colocados sobre os rios ou simplesmente com pedras para possibilitar a passagem de um lado ao outro, em busca de alimento ou abrigo. Com o tempo surgiram as pontes de lajes de pedra há 4000 AC na Mesopotâmia e no Egito. No século III A.C., as pontes em arco idealizadas pelos romanos. Na Idade Média, as ordens religiosas tiveram destaque utilizando as técnicas conhecidas das cúpulas criando arcos ogivais, mais seguros e mais fáceis de construir. Na Renascença surg
em as pontes de treliça e na França a primeira Escola Superior de Engenharia do Mundo. Com a Revolução Industrial, são construídas as pontes de ferro, aço e muitos outros materiais.
Como um pintor, imagino as telas de grandes artistas como Monet que retratou a famosa Ponte Japonesa imortalizada em suas telas nos jardins de Giverny, na França, onde podemos visitar.
Como um fotógrafo, me inspiro nas mais lindas pontes do mundo: a Ponte do Brooklyn em Nova York, a Ponte Sant’Angelo em Roma, Tower Bridge em Londres, Golden Gate em São Francisco - verdadeiros pontos turísticos dos mais fotografados por turistas de todas nacionalidades.
Como um engenheiro, visualizo a Ponte de Beipanjiang, a mais alta do mundo que se eleva a 565 metros acima do Rio Nizhu e liga as províncias de Yunnan e Guizhouna na China.
Como um apaixonado sonho com a Pont des Arts, em Paris, símbolo do romantismo parisiense, na qual se colocava um cadeado e jogava-se a chave fora em nome do amor eterno.
Pontes.
Representam traço de união, passagem, prova. Transposição de um estado interior para outro, passo decisivo, correr riscos. Que a ponte indique o caminho.
Nos dias atuais, a Ponte pode representar a união entre todos: pontes de fraternidade e amor.
Sigamos o simbolismo da expressão “Sumo Pontífice” – que os imperadores romanos usavam como título e que a partir do século IV ficou restrito aos Papas: “o mais alto dos construtores de pontes.”
Portanto, é época de repensar e construirmos mais pontes do que muros.






















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